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Terremoto na Turquia: Número de mortos é 264

O forte terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o leste da Turquia, neste domingo (23), já matou 264 pessoas, informou nesta segunda-feira o ministro do Interior, Idris Naim Sahin, após receber um novo balanço da tragédia. Cerca de 1.300 pessoas ficaram feridas.

Segundo o ministro, o número de vítimas ainda não é definitivo e pode aumentar, pois muitos permanecem soterrados em prédios destruídos pelo abalo.

Ele disse ainda que todas as localidades atingidas já foram alcançadas por equipes de resgate, e que o país está usando todos os meios necessários para as operações.
mapa terremoto turquia 23/10 (Foto: Arte G1)

A maior parte das mortes ocorreu na província de Van, nas cidades de Van e de Ercis.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu aos cidadãos que “não entrem em prédios danificados”, devido ao perigo de réplicas, como o de magnitude 5,6 registrado dez horas após o tremor principal.

Segundo o governo, as equipes de resgate seguem à procura de vítimas e de sobreviventes e o trabalho não será interrompido.O acesso às montanhosas regiões afetadas é difícil e dificulta os trabalhos de resgate e a circulação de informações, segundo o governo.

Erdogan afirmou que o governo irá disponibilizar barracas de campanha para abrigar as famílias que perderam tudo e não têm como se proteger do forte frio que atinge várias regiões.

O professor Mustafa Erdik, diretor do Observatório Kandilli, da Universidade do Bósforo, de Istambul, que monitora atividades sísmicas no país, estimou que cerca de 4 mil edifícios sofreram danos em todo o país, dos quais 600 estão condenados, e que cerca de 50 construções foram completamente destruídas.

O abalo pode ter matado entre 500 e mil pessoas, informou o observatório.

Magnitude 7,2

O abalo ocorreu próximo a Tabanli, 19 km a nordeste da cidade de Van, capital da província de mesmo nome, perto da fronteira com o Irã. Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o tremor teve magnitude 7,2 e localizou-se a uma profundidade de 95,4 km, às 13h41 locais (8h41 de Brasília).

As autoridades locais afirmaram que a magnitude foi de 6,6, segundo a TV privada NTV.

A Anatolia também relatou que houve pelo menos 20 réplicas.

O Serviço Geológico dos EUA registrou pelo menos duas fortes réplicas, de magnitude 5,6, de 5,1 e outra de 6, além de réplicas menores.

A TV mostrou imagens de prédio e carros destruídos, atingido por escombros, e moradores em pânico caminhando pelas ruas.

O prefeito de Van, Bekir Kaya, fez um chamado para que as pessoas mantenham a tranquilidade.

A imprensa turca afirmou que telefonia e eletricidade sofreram cortes.

Um jornalista da agência Reuters em Hakkari, a cerca de 100 km ao sul de Van, disse que sentiu o prédio onde estava tremer por cerca de dez segundos.

Pequenos terremotos ocorrem quase diariamente na Turquia. Dois grandes terremotos em 1999 mataram mais de 20 mil pessoas no noroeste do país. Em maio, duas pessoas morreram e 79 ficaram feridas pelo tremor que sacudiu Simav, também no noroeste.

Fonte: http://glo.bo/nns0Sg

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Canárias/Vulcão – Comunicado urgente para retirada da população

O Governo do arquipélago das Ilhas Canárias deu instruções à população da região de La Restinga, no lado oeste da ilha de El Hierro, para que se prepare para ser retirada da zona, como medida preventiva face a uma erupção vulcanica submarina.

As autoridades do arquipélago espanhol emitiram um comunicado urgente cerca das 14:00 locais (mesma hora em Lisboa), onde sublinham que a retirada da população da zona é “uma medida preventiva” perante “a possibilidade da migração do foco eruptivo (do vulcão submarino) para mais próximo da costa.

A população de La Restinga, 547 pessoas, é a que se encontra mais próxima da zona da erupção submarina, que não é visível à superfície mas que está a provocar actividade sísmica, e os habitantes receberam instruções para se concentrarem num campo de futebol de onde serão retirados por equipes de protecção civil.

Desde as 04:00 de segunda-feira que especialistas dizem estar a ocorrer uma erupção submarina, não visível à superfície porque se localiza a cerca de 2.000 metros de profundidade e a uma distância entre cinco e sete quilômetros da costa.

Alicia Garcia, uma das investigadoras do Conselho Superior de Investigações Cientificas (CSIC) que está em El Hierro a acompanhar a actividade sísmica que se regista na zona desde Junho, explicou à Lusa na segunda-feira que os cidadãos em terra só veriam qualquer manifestação da erupção se houvesse novas bocas eruptivas no vulcão.
“Temos que estar pendentes da informação que estamos a recolher das estações sísmicas, para o caso de se abrirem novas bocas”, disse.

Só se uma boca se abrir a menor profundidade, pelo menos 600 metros, seria possível ver em terra alguma explosão, explicou.

Desde Julho já foram registados em El Hierro mais de 9.600 sismos, o mais forte dos quais, na noite de sábado passado, alcançou uma magnitude de 4,3 na escala de Richter.

Esta é a primeira erupção em Espanha desde 1971, quando ocorreu a erupção do vulcão Teneguia na ilha de La Palma, também no arquipélago das Canárias.

Fonte: http://bit.ly/nId559

Erupção do vulcão El Hierro está por um fio

Desde o dia 17 de setembro foram registados na ilha canária de El Hierro 8 519 sismos, os últimos sismos levaram especialistas a afirmar que uma erupção vulcânica está prestes a acontecer. Devido ao alerta, as crianças hoje não tiveram aulas e 300 pessoas foram evacuadas.

Existem riscos de que aconteça um Mega Tsunami caso ocorra uma grande erupção, o Tsunami pegaria a costa leste dos Estados Unidos, as Ilhas Canárias, a costa européia e africana, o litoral brasileiro e a América Central .

Mega tsunamis são eventos muito raros. O último registrado ocorreu no arquipélago da Reunião há 4000 anos. E uma das maiores preocupações dos cientistas é que as condições sob as quais um deslizamento desta magnitude.